"Hei-de fazer-me monge * das coisas verdejantes",
criança que ri depois de lhe soprarem no dedo magoado.
"Humilde servirei * a ordem dos pássaros",
no voo e poiso por o espírito ainda não saber ser puro.
"Pela noite virei * às matinas dos figos",
flores-fruto, água-brilho,
frescura de noites duras, pão d'algumas manhãs.
Hei-de ser,
"Molhado de orvalho",
bolinha de sabão no alguidar da roupa branca
onde se conhece e ganha
a inocência,
"O ciano * o vermelho o roxo"
perdidos no fogo das
"meninas sem mancha".
Ele, o fogo, mais poderoso.
Eu, pouco robusto, a querer as cores das
"coisas verdejantes",
vestimenta simples dos pássaros
louvada seja.


































