POUR QU'UNE FORÊT...
Pour qu'une forêt soit superbe
Il lui faut l'âge et l'infinit.
Ne mourez pas trop vite, amis
Du casse-croûte sous la grêle.
Sapins qui couchez dans nos lits,
Éternisez nos pas sur l'herbe.
(René Char)
25.8.10
16.8.10
24.7.10
19.7.10
6.7.10
2.7.10
CANCIÓN
Álamo Blanco
Arriba canta el pájaro,
y abajo canta el agua.
- Arriba y abajo,
se me abre el alma - .
Mece a la estrela el pájaro,
a la flor mace el agua.
- Arriba y abajo,
me tiembla el alma -.
-Juan Ramón Jimenez; Antología poética; Edición de Javier Blasco
Catedra - Letras Hispánicas .
29.6.10
15.6.10
8.6.10
Sente-se na minha frente.
Isso, um bocadinho de lado,
é melhor assim.
O perfil da boca fala melhor que os olhos.
Os olhos são muito sabidos,
olham e sabem-se olhados,
conhecem a arte de fingir.
A fissura dos lábios é de nervo rijo,
ri ou chora quando precisa,
não quando deve.
Olhos nos olhos é uma treta;
conhecem a conveniência do momento;
assaltam-se ou afastam-se
não se vê se por gosto se a contra-gosto.
É preciso saber muito para entender os olhos nos olhos.
Sou ignorante. Também tenho medo.
Assim, já está bem.
Estou a ver.
Vou guardar a imagem na pele.
Agora
sento-me eu,
também de lado.
Pode olhar.
Veja como é firme
a fissura dos lábios.
6.6.10
Fui ao vale de algum do meu crescimento e cruzei-me com um monge. Levava o cântaro do leite para os irmãos mais idosos.
Trazia os olhos no chão, mas tratei-o pelo nome.
Que festa de reencontro e conversa comprida!
Conversámos como há muitos anos, pouco mais que adolescentes.
O monge recolheu-se.
Levava uma ponta da alegria difícil de ler.
Ainda lhe conheço algumas letras.
Trazia os olhos no chão, mas tratei-o pelo nome.
Que festa de reencontro e conversa comprida!
Conversámos como há muitos anos, pouco mais que adolescentes.
O monge recolheu-se.
Levava uma ponta da alegria difícil de ler.
Ainda lhe conheço algumas letras.
4.6.10
No apagues, por Dios, la luz
Que arde dentro de mí mismo...
(Juan Ramón Jiménez)
O sol só cumpre o dever
de vir sempre a seguir à noite
não é da manhã luz materna...
não tem ouvidos nem olhar
velaste e a luz não sabe
descansas o sol não deu conta.
A luz arde dentro de ti.
A alba perfuma as flores
por ser de ambas a condição
como o branco é da geada...
sorrirem-te as madrugadas
é da quentura do teu sangue...
não vás por luzes andadeiras.
25.5.10
As Poupanças
Na realidade enganaste-me,
depositei o meu amor em ti
como numa caixa forte,
e que aí estaria sempre, dizias,
até que viesse buscá-lo.
Faliste, involuntariamente, é certo
(amor e morte são tão involuntários!)
não há ninguém no teu escritório e levaste
todas as minhas poupanças deixando-me as tuas.
Não sei que fazer com elas, é o que é,
nem com toda essa fé que tinhas no mundo.
(Jordi Virallonga; Quanto sei de mim - Tradução de Carlos Veiga Ferreira; teorema)
depositei o meu amor em ti
como numa caixa forte,
e que aí estaria sempre, dizias,
até que viesse buscá-lo.
Faliste, involuntariamente, é certo
(amor e morte são tão involuntários!)
não há ninguém no teu escritório e levaste
todas as minhas poupanças deixando-me as tuas.
Não sei que fazer com elas, é o que é,
nem com toda essa fé que tinhas no mundo.
(Jordi Virallonga; Quanto sei de mim - Tradução de Carlos Veiga Ferreira; teorema)
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