É ambíguo o silêncio das casas.
Queria ouvir a água materna,
mar limpo e paciente.
O silêncio devia ser como o sono,
olhos abertos ao essencial.
E as palavras, varanda de fim do dia
à escuta.
E adormecer.
22.11.10
18.11.10
10.11.10
"Desamparinho" é palavra que, no "Milagrário" de Agualusa, é a da
"hora feliz, ao final da tarde, quando o dia cede lugar à noite, o calor esmorece, e os velhos se sentam nos passeios, fruindo o fresco e as cigarras, e vendo as moças passarem sacudindo as ancas."
Desamparinho fica bem à gente.
É que a manhãsolinho há-de vir de cara macia mas luz mortiça por causa da noite triste.
Até temos vontade de guardar a luz tristelinda, desamparinho que nos demora o entardecer.
Desamparinho é palavra mimosa. Luz manselinha.
"hora feliz, ao final da tarde, quando o dia cede lugar à noite, o calor esmorece, e os velhos se sentam nos passeios, fruindo o fresco e as cigarras, e vendo as moças passarem sacudindo as ancas."
Desamparinho fica bem à gente.
É que a manhãsolinho há-de vir de cara macia mas luz mortiça por causa da noite triste.
Até temos vontade de guardar a luz tristelinda, desamparinho que nos demora o entardecer.
Desamparinho é palavra mimosa. Luz manselinha.
6.11.10
3.11.10
29.10.10
10.10.10
18.9.10
25.8.10
16.8.10
24.7.10
19.7.10
6.7.10
2.7.10
CANCIÓN
Álamo Blanco
Arriba canta el pájaro,
y abajo canta el agua.
- Arriba y abajo,
se me abre el alma - .
Mece a la estrela el pájaro,
a la flor mace el agua.
- Arriba y abajo,
me tiembla el alma -.
-Juan Ramón Jimenez; Antología poética; Edición de Javier Blasco
Catedra - Letras Hispánicas .
29.6.10
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