Levam o pavor das terras inundadas e as bagas dos montes não lhes enfeitam os cabelos.
O mar longe põe-lhes a alma mais negra, e os nevoeiros tapam o alto da montanha;
nenhuma pomba aparece com o raminho de oliveira.
Mas olham-se uns aos outros, ouvem como respiram
e entendem que estar triste é tão bom como a alegria das águas abundantes.
(Nota necessária: hoje, ao abrir o livro que tinha à mão, hábito
velho, reli o poema “As recordações olham para mim“ de Tomas Tranströmer. É bem
possível que este meu texto seja seu devedor, dado que sei que o livro andou
comigo nos finais de Setembro. Colmeal da Torre,
23/Out/13)
