7.10.13

Uma palavra e algumas variações


Morrer em céu aberto

Os cisnes andavam para nascente
olhos presos nas margens
a água descia
porca

pedi aos céus nuvens lavadas
luzes de adormecer
divã de algas até ao mar

e desenhei o tempo
como as crianças sonham as flores.

Termas, 5/Outubro/2013

5 comentários:

manuel disse...

Belo poema
lavado
puro
denso
na recusa da porca
água
na súplica no embalo até ao mar
no desenhar
dum tempo
dum sonho
que recuse a morte em "céu aberto"...
Contigo.

Rui Antunes disse...

Muito bonito, o poema, nas e para lá das palavras. E simplesmente belas, as algas que seguem na parte de cima do mar
Abraço, Zef, sempre um gosto grande
Rui

Anónimo disse...

Gostei das variações.

OláZef!

Lis

alecerosana disse...

Há uns anos atrás um amigo disse-me: "quando necessito de tranquilidade passo na Voz da Romãzeira", segui-lhe o exemplo, mesmo o que poderia trazer alguma intranquilidade surge-me de forma suave, sem agressões.
Abraço, Zef!

zef disse...

Obrigado, Manel (tenhais bom céu e mar nos sítios para onde sei que ides - pena não irmos convosco).

Um abraço, Rui.
Bem haja pelas palavras e companhia.

OláLis
Beijinhos.

E fico vaidoso (e com “responsabilidade”!
Um abraço, Alece