25.4.07

A palavra nasceu:
nos lábios cintila.

Carícia ou aroma,
mal pousa nos dedos.

De ramo em ramo voa,
na luz se derrama.

A morte não existe:
tudo é canto ou chama.

(Eugénio de Andrade, Até Amanhã)

Este poema foi posto aqui no dia vinte e cinco de Abril de dois mil e sete

15 comentários:

Anónimo disse...

Hoje lembrei-me de Manuel Alegre e do Poema "Vinte Anos Depois" - que é muito grande mas lindo - em cuja primeira estrofe diz:

"Vinte anos depois a história escreve-se ao contrario
Abril é uma data do avesso e os tanques
estão a voltar a Santarém.
Se por acaso alguém dissesse ÉA HORA"
verias que que ao redor ninguém ninguém.
...e continua por aí abaixo...

Deixo, por isso, "COM PALAVRAS"

"Com palavras se fazem coisas
com elas se desfazem.
As palavras não decifram
são enigmas
matéria obscura
luminosa.
Com palavras se navega
com palavras se naufraga,

Com palavras."

Fiquemos com a ESPERANÇA e com um abraço do
Cruzeiro

hfm disse...

bela escolha.

rendadebilros disse...

Que maravilha sempre Eugénio de Andrade!!!

jpg - o sineiro disse...

VIVA A LIBERDADE!

fernanda s. m. disse...

Como é bom "ouvir" Eugénio de Andrade dizer :
« A morte não existe:
tudo é canto ou chama.».
Há uma esperança de Liberdade Eterna... e a palavra não morre e voa, solta-se, chega a este e àquele e com ela a Liberdade.
Há coimcidências: Tina acabado de ler o texto de Manuel Alegre " Há 20 anos" ... e tinha ficado a pensar - já lá vão, agora 33 e andamos a passo de caranguejo, como diz Umberto Ecco ! Como as palavras - esta, pelo menos - estende uma teia no tempo e no espaço entre pesooas que não se conhecem...
Até ámanhã, em LIBERDADE !

fernanda s.m. disse...

Ressalvo as gralhas ( Oh, Amélia, agora sou eu, e o meu teclado...) no comentário anterior !
* coincidências
* tinha
* " Vinte anos depois"

P.S. - o meu teclado perdeu/apagaram-se as letras m;n;e;a. Se alguém as encontrar ...:-)

Anónimo disse...

Belo - como acontece sempre com Eugénio...belo, como acontece sempre que venho aqui.

Amélia

neves de ontem disse...

Bom dia!
Deixei um comentário no outro post, mas se perdeu. Desculpem o bloger e os comentadores deste espaço. Não achei que a minha ignorância ia chatear-lhes dessa maneira. Sou espanhola e estou a aprender português, é por isso que tenho muitos erros na escrita e na fala. Tinha pensado fazer uma viagem pela Beira no próximo verão. Ainda há muitas vilas interessantes que não conheço. Tinha ouvido alguma coisa da sua vila e pensei que podia ser uma das visitadas. Peço desculpas novamente e dado que não sou bemvinda neste espaço, não vou voltar.
Bom dia para todos!

zef disse...

Neves de ontem, como já disse no blogue do Jorge, é bem-vinda nesta espaço.

zef disse...

O Dia da Liberdade foi ontem e andei a festejá-lo e cheguei hoje aqui.
Abraços e beijos

sobralfilho disse...

neves de ontem,
Diz-se “que a falar é que a gente se entende”, ora, tida em conta a pergunta “Belmonte é a terra onde ficaram os judeus?" feita sem outro contexto ninguém de bom senso, vivendo em Belmonte, ficaria indiferente.
Assim, sabendo-se que “depois da tempestade vem a bonança” [e o temporal de perguntas também (em blogspot.com)] e que “seja bem-vindo quem vier por bem” (Zeca Afonso), não te acanhes, vem e traz amigos também… e fala-nos, canta-nos, Garcia Lorca, Juan Ramón Jiménez ou Rafael Alberti.

Que sejamos bonançosos, incluindo o vento.

sobralfilho disse...

senhor, jpg – o sineiro,
tomei nota dos seus desabonos:

“Sabes que há sempre quem esteja pronto a põr defeitos nos outros esquecendo os próprios.”

“Apenas não gostei de comentários de uma ou duas pessoas em relação a outra que não conhecem de certeza”

e, jpg – o sineiro,
também tenho a certeza que não me conhece de certeza… e vai daí, esquecendo a balança, passa a Juiz em ca(u)sa própria…

E… eu que estava a pensar em oferecer-lhes uma pomba poisada num ramo de oliveira (sou mesmo ingénuo…)

Ah!... Finalmente, ponto final

sobralfilho disse...

Por constatar que o meu comentário anterior não terá sido entendido, no seu melhor, deixei em “o sino da aldeia” um pedido de desculpas.

Anónimo disse...

Um poema tão bonito, "aqui posto no dia 25 de Abril"! - gosto deste tom assertivo! Dixit :)

Soledade

zef disse...

Soledade, também gostei de pôr este poema neste dia e de dizê-lo