6.2.09

A morte é uma flor que só abre uma vez.
(…)
Abre sempre que quer, e fora de estação.

(Paul Celan; trad.: João Barrento)



Morrer em casa com a mesma calma com que partíamos o pão e o púnhamos na mesa.
Os filhos à volta e o cheirinho bom de quando lhes dávamos banho e nos sentávamos à ceia.
Boas lembranças para deixar e irmos adormecendo.
E os dois ou três amigos, que gostam de nós, a dizerem-nos até já,
para que a morte não venha fora de estação.

11 comentários:

Amélia disse...

Zef; sabe como gosto deste seu poema de melancolia doce e suave.Continue com os 'cadernitos'
E um beijo amigo

rendadebilros disse...

Hoje a chuva "cedeu" uma trégua... já cansa... será que por isso a trsiteza nos invade por estes dias?
Abraço.

fernanda s.m. disse...

Emocionou-me, Amigo, com estas suas palavras, sabe ? É assim que penso, nas mostes que foram e nas que hão-de ser. Só que, so o pensar é o mesmo, a serenidade de o equacionar, nunca chegou a este estádio. Agradeço-lhe o tê-lo escrito.
Abraço amigo e boa semana.

fernanda s.m. disse...

Bom, aqui estou a fazer companhia à nossa amiga Amélia nas "gralhas"...
Reescrevo: « É assim que penso nas mortes que foram...Só quese o pensar é o mesmo, a serenidade de o equacionar nunca chegou a este seu estádio...».

Desculpem, mas por vezes o pensamento corre mais rápido do que a escrita...

zef disse...

Palavras de pessoa amiga, Amélia!
Um beijo

zef disse...

Renda, vejamos se o sol se mantém!
Um abraço

zef disse...

Fernanda, às vezes penso assim: há coisas que vão ser como a gente quer!
Beijos

Anónimo disse...

Bela imagem para a morte, mas hoje não apetece morrer, porque o sol está vivo.
muitos beijinhos e abraços
rita

zef disse...

A mim ainda não, também...
Beijos

Anónimo disse...

...que bela reflexão, querido irmão, mas não te esqueças, pede sempre para "partires" primeiro! "Ficar" é duro, muito duro.

zef disse...

Ó irmão mais pequeno!
Sei, vou sabendo.
Tenho pedido isso, já te disse.
Beijos