11.12.11

Vi nos claustros palavras essenciais, e aprendi a sabê-las em jogos de enleio e fuga, amantes de muita sedução.
Apareciam da aurora até vir o dia cheio, luz furta-cores em negaças, fugindo à memória dos olhos; era preciso esperar mais manhãs. Todos os dias.
O tempo trazia sempre luz, mas as palavras cirandavam a luzir. Despiam-se fechavam-se, deixando sempre pontas de mistério.

O tempo ainda traz as alvoradas e a luz maior.
São outras as palavras e é igual o enamoramento.

4 comentários:

Amélia disse...

Gostei, amigo.Continue a dar-nos coisas assim.Abraço

rendadebilros disse...

Adoro estas palavras ( que muita gente já esqueceu) expressivas e são tão bem ditas/ecritas!!! Abraço.

Érico Cordeiro disse...

Lindo! Quanta doçura e sensibilidade!

zef disse...

Bom dia, Amélia e Renda e que estes dias sejam de calma.

Érico, viva! Obrigado. Que estes dias sejam como deseja.