1.2.07

Outrora e Hoje

Meu dia outrora principiava alegre;
No entanto, à noite eu chorava.
Hoje, mais velho,
Nascem-me em dúvida os dias, mas
Findam sagrada, serenamente.

(Hölderlin, em trad. de M. Bandeira)

4 comentários:

rendadebilros disse...

Ainda bem que temos dúvidas e nos pomos serenamente a pensar... e talvez por isso digam que o passar dos anos traz a sabedoria... A juventude tem tantas certezas...E eu que pensava que era mais feita de utopia e ilusão... que de certezas não têm nada...e por isso são tão misteriosas e encantatórias...

Cruzeiro disse...

Duvidas?
Quem pensa que as não terá, que não desespere...o tempo se encarregará de lhas trazer...

Gostei deste poema...desconheço o autor:

"Aquilo que me falta

Na verdade,
não sinto falta das formas da minha juventude,
nem do brilho que meus olhos possuíam...
Sequer reclamo dos fios prateados que
tentam pintar meus cabelos
ou das marcas que o tempo desenhou
nos traços do meu rosto...
Talvez eu busque um amanhecer
mais azul do que o habitual,
uma fatia de lua cintilante, especial,
um sopro de brisa que embale os pequenos
cachos de flores coloridas,
um bando de pássaros voando em
direcção às encostas floridas,
uma canção que faça meu coração
bater descompassado,
uma emoção que mantenha
meu sonho acordado,
uma inesgotável vontade
de fazer acontecer ...
Não ...
não é a juventude o que me falta agora !
É qualquer coisa de meu, que,
em algum ponto do caminho,
eu deixei fugir do coração, e ir embora ..."


Bom fim de semana COMPANHEIRO
O Cruzeiro

amelia disse...

A serenidade alcançada talvez seja o que se chama de «sageza»-sagesse.Beijo amigo

zef disse...

Renda, não ter ainda encontrado grandes respostas já é ter alguma força.
Um abraço.

Ó companheiro, umas ruguitas a menos não teria grande mal. Quanto ao coração, ter perdas é jeito dele...
Abraço.

Também acho, Amélia, há coisas que têm de ser procuradas.
Beijos